Eu cá com meus botões
Penso no que ainda me falta
Ainda sofro do medo de escuro
Ainda curo uma ressaca com outra
As vezes, por prazer, nem curo
Sinto o peso de não sentir
Percebo o sopro dos anos
Quando reconheço um traço profundo
No canto esquerdo de meus lábios
Ontem, testemunhava um sorriso
Hoje, a força do hábito
Oscilações de humor, sentimentos guardados, vontades estampadas em vestígios de uma insônia sem fim.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Partida
É hora de partir sem pressa
Dos dias em que fui tão seu
Acalmo o passo
Disfarço um tanto
Fica um pouco mais?
Meu amor,
Deu-se o tempo de voltar atrás
Refaço o meu andar
Sorrindo sem querer
Te fiz um cafuné
Pensando em esquecer
Já nem sei se basta
O que nos afasta agora
É tarde, ou tanto faz?
Meu amor,
Deu-se o tempo de voltar atrás
Dos dias em que fui tão seu
Acalmo o passo
Disfarço um tanto
Fica um pouco mais?
Meu amor,
Deu-se o tempo de voltar atrás
Refaço o meu andar
Sorrindo sem querer
Te fiz um cafuné
Pensando em esquecer
Já nem sei se basta
O que nos afasta agora
É tarde, ou tanto faz?
Meu amor,
Deu-se o tempo de voltar atrás
terça-feira, 4 de junho de 2013
Equívoco
Eu vou te apagar da minha vida, apagar do meu corpo os enganos.
Como se apaga um recado de geladeira da semana passada.
Como se apaga do marinheiro o porto quando deixa o cais.
Como apagam-se as pegadas com as ondas, como se apaga a lousa no fim da aula.
Como desfazem-se os nós do cabelo depois do banho e do pente.
Vou te diluir nas minhas ideias até que elas se tornem translúcidas outra vez .
Dissolver toda essa amargura dentro de um copo desmedido de hombridade.
Dentro da minha coragem de gritar o amor, mesmo sabendo que foi o equívoco
que me sobrou quando desaprendi a me defender de você.
sábado, 1 de junho de 2013
"Mais do mesmo"
Ultimamente, anda sendo sempre "mais do mesmo"
A mesma angústia o mesmo desejo
Desejo de estrada, de mar, de céu
De todo e qualquer meio que eu me permita
Fugir de mim e do "nós" que perdemos
Das cartas que eu escrevo pra ninguém
Dos maços de cigarro que fumo sem querer
Ando cansada do meu descaso comigo
Aflita com as longas conversas com Deus
Pro tempo passar correndo por mim
Das vezes que tentei ligar pra casa
E me peguei discando você
Exausta de esperar e esperar
Que você perceba do meu amor o tanto
O quanto eu dei, me virei do avesso
Reinventei na minha voz teus encantos
Reutilizei tantas vezes teus elogios
Aquele carinho que me faltou no fim
E me sobrou no começo.
A mesma angústia o mesmo desejo
Desejo de estrada, de mar, de céu
De todo e qualquer meio que eu me permita
Fugir de mim e do "nós" que perdemos
Das cartas que eu escrevo pra ninguém
Dos maços de cigarro que fumo sem querer
Ando cansada do meu descaso comigo
Aflita com as longas conversas com Deus
Pro tempo passar correndo por mim
Das vezes que tentei ligar pra casa
E me peguei discando você
Exausta de esperar e esperar
Que você perceba do meu amor o tanto
O quanto eu dei, me virei do avesso
Reinventei na minha voz teus encantos
Reutilizei tantas vezes teus elogios
Aquele carinho que me faltou no fim
E me sobrou no começo.
Quem sabe?
Quem sabe um dia
Teu sorriso não me alcance
Não me trinque os dentes
Não me sue as mãos
Não me arrepie a nuca
Não me arranque das veias o sangue
Não me falhe a voz
Não me rasgue o peito
Não me aperte o passo
Não me arranque a roupa
Não me ate os braços
Onde não sei se quando
Tanto,quanto e pra que
Quem sabe lá e só lá
Eu não sinta você.
Teu sorriso não me alcance
Não me trinque os dentes
Não me sue as mãos
Não me arrepie a nuca
Não me arranque das veias o sangue
Não me falhe a voz
Não me rasgue o peito
Não me aperte o passo
Não me arranque a roupa
Não me ate os braços
Onde não sei se quando
Tanto,quanto e pra que
Quem sabe lá e só lá
Eu não sinta você.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Nua
Me vi perdida, nua de seus beijos. Despreparada pra abrir os olhos e ver qualquer movimento que não fossem minhas mãos em teus cabelos.
Senti o ruido dos teus passos afastando a ultima esperança de um dia perfeito, um sorriso amareladamente largo se formou em minha face,
como se desespero alimentasse o caos que havia em mim. Não se sente saudade só, a mágoa também fica e tudo o que ela esfolou com suas farpas
modificou a pouca sanidade que ainda existia em mim. Intuições repentinas de uma lealdade já inexistente, insuficiente, assim como a admiração e a vontade de pôr meus olhos nos seus outra vez.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Tempo
Tudo errado
Tudo certo, talvez
O tempo mais uma vez
É o senhor das promessas mal feitas
O terror das contradições
O doutor das indiferenças
A cura do nada
O tempo não passa pra quem sente dor
Pra quem tem amor e merece o respeito
De quem a despeito recebe o desleixo
Como gratidão
Não há mão...
Não há quem levante
Nem agora nem antes
O que em instantes desaba no chão.
Tudo certo, talvez
O tempo mais uma vez
É o senhor das promessas mal feitas
O terror das contradições
O doutor das indiferenças
A cura do nada
O tempo não passa pra quem sente dor
Pra quem tem amor e merece o respeito
De quem a despeito recebe o desleixo
Como gratidão
Não há mão...
Não há quem levante
Nem agora nem antes
O que em instantes desaba no chão.
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